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Pesquisa revela que 64% dos brasileiros não sabem como prevenir a perda auditiva

29/09/2016

Uma pesquisa encomendada pela MED-EL, empresa austríaca do ramo das soluções auditivas, apontou que a população em geral não tem consciência sobre a perda auditiva e suas consequências. O levantamento apontou que 64% dos entrevistados não sabem como prevenir a doença. O estudo foi realizado em cincos capitais brasileiras – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Mesmo entre aqueles que afirmam conhecer os caminhos para a prevenção, notou-se que ainda existe um grau elevado de desinformação. Para 59% deles, prevenir é apenas uma questão de evitar a exposição ao barulho e, para 47%, a adoção de protetores auriculares é a melhor opção. Apenas 22% consideram os exames auditivos como medida preventiva fundamental.

Mais da metade dos entrevistados (57%) não busca conhecimento sobre o tema. A conscientização é maior entre pessoas com mais idade, que normalmente já sofrem com o problema, o que não dá tempo para adoção de medidas preventivas. Dos que têm interesse nesse tipo de informação, 36% buscam informação na internet, em buscadores como o Google. Os dados obtidos, no entanto, muitas vezes podem estar incompletos ou equivocados. “Muitos conteúdos médicos disponibilizados na web são vazios e inconsistentes. A recomendação é sempre buscar um profissional qualificado, seja para prevenção ou quando houver alguma anormalidade”, alerta Marília Botelho, fonoaudióloga especialista em Audiologia e gerente de produtos da MED-EL no Brasil.

Outro dado preocupante é que metade da amostra (50%) afirmou procurar um médico apenas quando apresenta alguma dificuldade em ouvir ou entender as pessoas, sinal de que já existe algum nível de perda auditiva. Outros 17% dos entrevistados procurariam um especialista somente se não conseguissem ouvir absolutamente nada.

Já em relação aos sintomas, 60% dos entrevistados afirmaram reconhecer os sinais em adultos, no caso de crianças esse percentual é um pouco menor, 48%. No primeiro caso, os elementos de identificação são mais físicos, como a dificuldade em entender o que é dito, necessidade de falar muito alto, escutar TV ou rádio em volumes elevados. Já nas crianças, os sinais mais frequentes de dano auditivo são comportamentais como busca de contato visual para se comunicar e isolamento, por exemplo. “Ouvir vozes masculinas com dificuldade e ter a sensação de que essas vozes parecem femininas, se, em uma conversam parecer que todos estão murmurando ou sentir incômodo por barulhos altos são alguns dos sinais de que uma pessoa tem uma perda auditiva”, explica a fonoaudiológa.

No quesito tratamento da perda auditiva, 61% dos entrevistados relataram não conhecer as possibilidades disponíveis. A maioria da população também desconhece que para cada tipo de perda auditiva, existe um tratamento específico. Entre as opções disponíveis no mercado, aparelhos auditivos, que amplificam os sons e otimizam a qualidade das informações; os implantes cocleares, dispositivos também chamados de “ouvido biônico” que estimulam as fibras neurais da cóclea permitindo ouvir os sons e os implantes de ouvido médio, que transformam o som em vibrações mecânicas que estimulam diretamente as estruturas do ouvido médio.